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19/07/2017

Criadores de inovações sustentáveis fazem mergulho em tecnologia na Braskem

O grupo é composto por representantes das dez empresas selecionadas para o Braskem Labs

Empreendedores de todo o Brasil que apresentaram as mais criativas soluções envolvendo a química, o plástico ou o combate ao mosquito transmissor da dengue vieram ao Rio Grande do Sul para um mergulho profundo em tecnologia, inovação e sustentabilidade na Braskem em Triunfo. O grupo é composto por representantes das dez empresas selecionadas para o Braskem Labs, o programa de aceleração de empreendedores da Braskem, que selecionou iniciativas que causam impacto positivo na sociedade, com uma forte vocação para a sustentabilidade.

“Cada projeto foi escolhido por ter um componente de inovação, por apresentar respostas que até agora não existiam .Nosso objetivo é dar um impulso a essas empresas para que as inovações que elas criaram possam ganhar escala e efetivamente fazer uma diferença na sociedade”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, que falou aos empreendedores sobre a importância de pensar o crescimento industrial em consonância com os objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU.

Desenvolvimento sustentável é um objetivo que está na cabeça do empresário Juan Muzzi, da Muzzicycles, há 18 anos. O empreendedor desenvolve bicicletas que usam resíduos plásticos, produzido pela Braskem, entre seus componentes e se empolgou em conhecer as instalações do Centro de Tecnologia e Inovação, onde são criadas e testadas inovações relacionadas ao plástico. Muzzi sonha com o dia em que a tecnologia de produção de polímeros a partir de fontes renováveis esteja tão avançada que não precise mais usar minérios na produção de bicicletas, tornando este veículo totalmente sustentável.

Herbert Costa, da Fix-IT, descreveu a experiência de conhecer o CTI como impressionante: “Descobrir que a empresa trabalha para desenvolver produtos que atendam à necessidade das empresas, em vez de simplesmente oferecer um material acabado, trouxe inúmeras possibilidades para enfrentarmos o desafio de desenvolver próteses a partir do plástico”, avalia.

Outro empresário que também aproveitou a troca de experiências com os cientistas da Braskem foi Ricardo Glass, fundador da Okena, que vê no avanço da química a solução para um problema ambiental grave: a contaminação da água por metais. Glass trabalha com o tratamento de efluentes e está desenvolvendo uma técnica para minerar o lodo resultante do tratamento de água contaminada, isto é, extrair novamente a matéria-prima e gerar riqueza a partir do processo de descontaminação. Ele almeja que um dia o tratamento de efluentes se torne uma fonte de renda para as empresas, em vez de ser um gasto.

Os participantes conheceram ainda a planta de eteno verde, em operação desde 2010, que usa uma tecnologia própria da Braskem para transformar cana-de-açúcar em plástico. O material, que tem índice de emissões de carbono negativas, isto é, retira o gás causador do efeito estufa da natureza, é reciclável. Para isso, é necessário que o material seja descartado de forma correta. Bruno Borba, da RecicleTool, está trabalhando em uma tecnologia que facilita este trabalho: a máquina reconhece e separa os produtos recicláveis por tipo, facilitando assim o reaproveitamento dos materiais após eventos com grandes concentrações de público, como shows e jogos de futebol, onde são gerados grandes volumes de lixo reciclável. A intenção é ajudar a aumentar o índice de reciclagem de plásticos no Brasil, que hoje está em 20%.

Essa foi a primeira vez que os participantes do Braskem Labs, que chega a sua terceira edição, visitaram o Polo Petroquímico, em Triunfo. A expectativa é que a troca de experiências sobre o desenvolvimento de seus produtos deve resultar em melhorias dos processos industriais e novas conexões de negócios, já que os empreendedores descobriram objetivos em comum durante o encontro e estreitaram o canal de comunicação com as áreas de desenvolvimento de tecnologias da Braskem.


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